Vereadores pedem CPI para investigar serviços no CRAR em Ponta Grossa

Vereadores pedem CPI para investigar serviços no CRAR em Ponta Grossa
14 abr, 2026
O documento, assinado pelos 19 vereadores, pede a investigação de contratos firmados entre a Prefeitura de Ponta Grossa e a Clinicão, clínica veterinária responsável pela operação do CRAR.
Crédito: Arquivo

Vinicius Sampaio, especial para o Blog do Johnny.

Os vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa protocolaram hoje, 13, um pedido de abertura de CPI para investigar e irregularidades na gestão do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR). O documento, assinado pelos 19 vereadores, pede a investigação de contratos firmados entre a Prefeitura de Ponta Grossa e a Clinicão, clínica veterinária responsável pela gestão do CRAR.

Conforme o documento, a Comissão Parlamentar de Inquérito terá algumas responsabilidades como: apurar irregularidades contratuais, sanitárias, financeiras e operacionais; investigar os contratos 115/2026 e 181/2026; a regularidade da licitação que contratou a Clinicão; condições estruturais e sanitárias da clínica, e cumprimento de obrigações contratuais.

O requerimento justifica que a abertura de uma CPI se torna viável diante de provas que indicam “graves falhas” na prestação de serviço da Clinicão. “Não se trata de fato isolado, mas de indícios de prática reiterada, o que agrava significativamente a situação e exige resposta institucional firme”, diz.

Outra justificativa apresentada no documento é a possível configuração do crime de maus-tratos, de descumprimento contratual e falha de fiscalização do Poder Executivo. “Assim, a CPI se impõe como instrumento indispensável para o esclarecimento completo dos fatos e adoção das medidas cabíveis”.

Segundo a vereadora Teka dos Animais, autora do pedido de investigação, a abertura da CPI nasceu da necessidade de garantir um atendimento digno, de qualidade e com respeito aos animais da nossa cidade.

“Ao longo dos últimos meses, recebemos diversas denúncias sobre a Clinicão, com relatos de falhas no atendimento, na estrutura, nos procedimentos e na qualidade do serviço prestado. Diante desses fatos, eu jamais iria me calar. Esse projeto, que no início foi visto como um avanço e até um sonho para a causa animal, infelizmente não está correspondendo na prática. No papel, ele é bonito, prevê qualidade e ampliação; mas o que estamos vendo no dia a dia é muito diferente disso. Quando há essa diferença entre o que foi contratado e o que está sendo entregue, é dever do poder público agir”, defende a vereadora.

De acordo com ela, a CPI não é para atacar, mas sim para esclarecer. “Queremos investigar com responsabilidade, organizar as informações, ouvir todos os lados e garantir transparência para a população. Nosso objetivo é identificar possíveis falhas, apurar responsabilidades e corrigir o que for necessário. Se houver irregularidades, que os responsáveis sejam devidamente punidos. Queremos garantir que a cidade tenha, de fato, um atendimento veterinário público que funcione com qualidade e dignidade”.

O requerimento deve ir à votação em plenário na sessão de amanhã, 14. Na mesma sessão, a presidência, a relatoria e os membros da CPI também devem ser definidos.

Comentários